O Wuant publicou um vídeo a criticar colegas por promoverem casinos ilegais — mas rapidamente a conversa virou-se contra ele, com outros influencers a acusá-lo de ter feito exatamente o mesmo no passado.
🔍 Contexto
Em Portugal, os casinos online só são legais se tiverem licença do SRIJ (Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos). Plataformas como a Soft2bet — empresa por detrás de sites como Bet777, MaxBet e outros — operam sem essa licença, o que torna a sua promoção potencialmente ilegal.
Estima-se que 40% dos apostadores portugueses usem plataformas não licenciadas, o que representa €270 milhões por ano em impostos não cobrados pelo Estado.
⚠️ Antecedentes
A APAJO (Associação Portuguesa de Apostas e Jogos Online) apresentou queixas-crime contra 17 influencers em Dezembro de 2024 por promoção de plataformas ilegais. O Numeiro já constava de processos da APAJO desde 2023. Bruno Savate e Henrique Mota (GODMOTA) também figuram nas denúncias da associação.
📅 19–20 Setembro 2026 · O Estopim
Wuant publica vídeo a criticar influencers que promovem casinos ilegais
Wuant — que tem mantido uma posição pública muito crítica em relação ao jogo — publica um vídeo longo onde aponta o dedo a vários criadores de conteúdo portugueses por colaborarem com plataformas de casino online sem licença SRIJ. Os nomes que menciona incluem Alexandre Santos, Tiagovski, Pai Sandro e Henrique Mota (GODMOTA).
No vídeo, explica o esquema: plataformas como a Soft2bet pagam comissões aos criadores com base no dinheiro perdido pelos seus seguidores — um modelo que, segundo o Wuant, incentiva a promover o jogo de forma irresponsável junto de audiências jovens.
📅 Setembro 2026 · Os Primos reagem
“Os Primos” publicam vídeo sobre a polémica
O canal Os Primos entrou na conversa com um vídeo de reação à polémica, analisando os acontecimentos e trazendo a sua perspetiva sobre os influencers e as plataformas de casino em causa.
📅 Finais de Setembro 2026 · A Resposta de Tiagovski
Tiagovski responde ao Wuant — e aponta o dedo de volta
Tiagovski não ficou calado. Publicou um vídeo de resposta onde discute os seus contratos e, acima de tudo, tenta mostrar que o próprio Wuant teria promovido casinos no passado — acusando-o de hipocrisia. O vídeo gerou debate aceso nos comentários, com a audiência dividida.
📅 Semana de 22 Setembro 2026 · O Contra-ataque do Numeiro
Numeiro expõe o passado do Wuant — e lança um desafio público
Numeiro entrou na polémica com um argumento direto: o Wuant também promoveu casinos, há muitos anos atrás, antes de adotar a sua posição atual contra o jogo. Para o Numeiro, criticar outros por algo que ele próprio fez torna a sua posição hipócrita.
O momento mais marcante foi o desafio público: Numeiro propôs que o Wuant doasse metade dos lucros que teria obtido com promoções de casino, comprometendo-se a cobrir a outra metade. Uma jogada que misturou sarcasmo, pressão pública e alguma exposição do próprio — o Numeiro também não é alheio a processos da APAJO sobre o tema.
📅 Setembro 2026 · Windoh entra na conversa
Windoh reage à polémica — com análise detalhada
Windoh publicou uma reação à polémica, abordando a gravidade do problema dos casinos ilegais e o impacto nos fãs mais jovens, mas também comentando a dinâmica de “todos apontam o dedo a todos” que se instalou na cena portuguesa.
📅 Finais de Setembro 2026 · ZorlaK fala
ZorlaK: “Só tem a importância que o público quiser dar”
ZorlaK entrou na discussão com uma posição cética sobre o impacto mediático da polémica, ao mesmo tempo que não poupou críticas ao Wuant. A sua reação foi lida por muitos como uma forma de desvalorizar as acusações sem as confrontar diretamente.
📅 Finais de Setembro 2026 · SirKazzio reage ao Wuant
SirKazzio faz react ao vídeo — e relembra acusação de bots do passado
SirKazzio publicou a sua reação ao vídeo do Wuant. Durante o vídeo, acabou por trazer à superfície uma mágoa antiga: o Wuant tinha-o acusado no passado de usar bots para inflar artificialmente a sua audiência — uma acusação que, segundo ele, lhe “arruinou a vida”. Para o SirKazzio, o episódio dos casinos é mais um exemplo de alguém que aponta o dedo aos outros sem estar isento de críticas.
📅 Setembro 2026 · Segundo vídeo de Wuant
Wuant responde às críticas — e mantém a sua posição
Face à avalanche de respostas — sobretudo a acusação do Numeiro sobre o seu próprio passado —, o Wuant publicou um segundo vídeo. Reconhece que promoveu casinos há muitos anos, mas defende que mudou de posição e que isso não invalida o que disse sobre os outros. Mantém as críticas aos influencers que ainda o fazem hoje.
📅 27 Setembro 2026 · Jornal de Notícias cobre a história
Imprensa nacional entra — JN publica artigo sobre a polémica
O Jornal de Notícias publicou a 27 de setembro de 2026 um artigo cobrindo toda a situação, trazendo o tema para fora da bolha das redes sociais e contextualizando o problema das plataformas de casino sem licença em Portugal e as queixas-crime já existentes da APAJO.
📰 Imprensa Nacional
A cobertura do JN marcou um ponto de viragem: o que era uma guerra de vídeos no YouTube passou a ser um tema de interesse público mais amplo. Independentemente da polémica entre influencers, as plataformas sem licença SRIJ continuam a ser um problema legal real.
Nos comentários dos vídeos e nas redes sociais, a opinião dividiu-se entre quem apoia a posição do Wuant e quem considera que ele não tem autoridade moral para criticar os outros tendo feito o mesmo no passado.
A situação é complexa porque todos os lados têm argumentos válidos — e vulnerabilidades óbvias.
O Wuant tem razão no essencial: a promoção de plataformas de casino sem licença SRIJ é problemática e representa um risco real para os consumidores, especialmente os mais jovens. A crítica que faz é legítima enquanto tema — independentemente de quem a faz.
A acusação de hipocrisia também tem base: o Wuant admite ter promovido casinos no passado. A sua posição atual é que mudou de opinião e que isso deve contar. Para muitos, não conta — ou pelo menos enfraquece a autoridade com que aponta o dedo. É um debate legítimo.
O Numeiro jogou bem as suas cartas: ao expor o passado do Wuant e ao lançar o desafio da doação, deslocou a discussão da substância (as plataformas ilegais) para a credibilidade de quem fala. Eficaz como jogada — mas o problema das plataformas sem licença existe independentemente de quem o critica.
⚖️ Perspetiva Legal
A questão legal é separada da polémica entre influencers: a APAJO já tem processos abertos contra vários criadores de conteúdo por promoção de plataformas sem licença SRIJ. Com a cobertura do JN, é provável que as autoridades prestem mais atenção ao tema — independentemente de quem “ganhou” a guerra de vídeos.
📝 Este post está a ser atualizado à medida que a situação evolui. Última atualização: Setembro 2026. Fontes: declarações públicas dos criadores de conteúdo, JN, APAJO, SRIJ.